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Análises Setoriais

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UMA VISÃO DO MERCADO


Desde o ano de 1995, em conseqüência da estabilização econômica, o Mercado Segurador vem ganhando maior espaço na economia brasileira. Após o Plano Real, o mercado brasileiro de seguros mais que dobrou sua participação no Produto Interno Bruto (PIB).

Os mais otimistas acreditam que as empresas seguradoras possam chegar em pouco tempo ao faturamento de prêmios equivalentes a mais de 5% do PIB, sendo justificada tal acertiva pelo crescimento do capital estrangeiro no setor e em função do melhor disciplinamento do Mercado, que inevitavelmente aumentará a competitividade entre as concorrentes, decorrendo daí mais alternativas e credibilidade para o segurado.

Com o fim do longo período inflacionário, o Mercado Segurador teve que se voltar a avaliar a composição dos custos de seus produtos, preocupando-se em bem quantificar o risco assumido, visto que o resultado operacional passou a ser o pilar básico das operações, dado que o "ganho financeiro" passou a ter pequena representatividade na avaliação das carteiras de seguros.

Para atingir os objetivos, as Empresas partiram para produtos diferenciados, valorizando os "bons riscos", concedendo descontos, bônus e outros benefícios para eles. Até mesmo serviços complementares foram acoplados aos seguros. Exemplos disto são os seguros de automóveis e residenciais.

Com as fusões e aquisições de diversas seguradoras independentes e também decorrente das fortes mutações no segmento dos bancos, o Mercado Segurador nestes últimos anos vem passando por significativas mudanças, bem como aguarda a efetiva quebra do monopólio do resseguro, com a entrada em operação no mercado brasileiro dos resseguradores estrangeiros.

Portanto, o Mercado Segurador tende a se tornar mais técnico e dinâmico, sendo aguardada com ansiedade as mutações que a regulamentação do artigo 192 da Constituição deverá provocar no setor.

As reformas e regulamentações não dependem diretamente do esforço das empresas do Mercado Segurador, mas elas precisam ganhar eficiência para que possam se tornar competitivas, principalmente devido a crescente participação dos grupos estrangeiros.

Como já mencionamos, atualmente não é mais possível depender dos ganhos financeiros, o que era permitido em época de inflação alta. Hoje é preciso "fazer dinheiro" com o próprio negócio do seguro e, para atingir o objetivo, tem que ser criativo, ágil e pragmático.

Por fim, o Mercado de Seguros permanece atento as emergentes mutações decorrentes da Reforma da Previdência Social, da desmonopolização do resseguro e da abertura para o seguro de trabalho operado pelo setor privado, temas que, sem dúvida alguma, interessam muito de perto aos seguradores e que, tendo seus rumos definidos, serão alavancas propulsoras do crescimento deste setor de serviços, tão importante para o desenvolvimento da economia do país.

SUGESTÕES ÀS EMPRESAS

As expectativas para o desenvolvimento do Mercado Segurador são muitas, mas as empresas precisam vencer o desafio cada vez maior de se tornarem eficientes, identificando produtos e canais de comercialização adequados ao seu perfil, para que possam atingir seus objetivos. Para que isto seja alcançado é necessário que se preocupem prioritariamente com a elaboração de produtos diferenciados, dando especial atenção em seus desenhos à parte técnica e operacional.

Portanto, é importante no estabelecimento da precificação dos produtos que se verifique a perfeita interação entre a Nota Técnica Atuarial e as Condições Gerais ou Regulamento para a boa e consistente operação dos planos.

É com o objetivo de auxiliá-lo que sugerimos os serviços técnicos a seguir descritos e que estamos habilitados a prestar:

  • assessoria e consultoria especializada nos diversos ramos de seguros:
    • vida individual e vida em grupo

    • saúde

    • acidentes pessoais; educacional

    • automóveis

    • multi-risco

    • demais ramos elementares (ramos não-vida)
  • acompanhamento do cálculo das Provisões Técnicas e dos Limites Operacionais procedidos pela Seguradora;
  • acompanhamento das operações de cosseguro, resseguro e retrocessão da Seguradora;
  • emissão de parecer sobre as Provisões Técnicas, se solicitado pela Auditoria Externa;

  • avaliação atuarial;
  • auditoria atuarial;
  • perícias técnico-atuariais: judiciais e extrajudiciais;
  • produção de laudo técnico sob a ótica estatístico-atuarial relativo às operações da Seguradora;
  • modificação de planos em operação, por exigência legal ou por iniciativa da Seguradora.