Home
(21) 2531-1422
Análises Setoriais

Análises Setoriais

 
UMA VISÃO DO MERCADO


As Sociedades de Capitalização formam um segmento de Mercado bastante particular, constituindo os produtos por elas comercializados, os títulos de capitalização, num misto de formação de poupança e de premiação por sorteio.

A capitalização teve sua origem na França em meados do século XIX e, no Brasil, foi introduzida, por volta de 1930, tendo sido o Decreto nº 22.456 de 10 de fevereiro de 1933 a primeira regulamentação que disciplinou o funcionamento das Sociedades de Capitalização em nosso país.

Entre 1940 a 1960 a comercialização dos títulos de capitalização proliferou em todo território nacional, tendo sido esta forma de aplicação muito significativa para o desenvolvimento da economia do país, principalmente como propulsora do segmento da construção civil nas principais capitais. Posteriormente, com o processo inflacionário crescente e o advento do instituto das cadernetas de poupança, os títulos de capitalização deixaram de ser atrativos para o público adquirente.

Entretanto, a partir de 1980, com o surgimento de planos de capitalização indexados à correção monetária, este produto voltou a ficar em evidência.

Conceitualmente, a capitalização consiste numa simbiose entre a poupança programada e o sorteio, funcionando este com o poder de antecipar a meta estabelecida para a poupança.

Ao longo do tempo, novos produtos têm sido concebidos, onde as 2 parcelas: poupança e sorteio, com características distintas, atingem cada uma seus objetivos no contexto de cada plano.

Os planos de capitalização são formatados tecnicamente a prêmios mensais (PM) ou a prêmio único (PU), embora nada impeça que possam ser estruturados com periodicidades diversas. É importante não confundir "prêmio", que é o pagamento efetivado pelo comprador do título, com "prêmio de sorteio" que normalmente é denominado, simplesmente, por sorteio.

SUGESTÕES ÀS EMPRESAS


Após o advento da estabilização econômica, tem se verificado interesse crescente do segmento financeiro pelo Mercado das Sociedades de Capitalização. Prova do que afirmamos é o aumento significativo da constituição de Empresas neste setor, principalmente ligadas aos grandes conglomerados, onde se destacam instituições bancárias.

Uma das características primordiais dos títulos de capitalização é a necessidade de massificação da venda, até mesmo para que séries maiores possam dar condições de disponibilização de recursos mais significativos para os sorteios, que são, sem dúvida alguma, o grande atrativo do produto.

Por outro lado, para atingir o objetivo da massificação, é importante que o título de capitalização comercializado atinja as camadas mais populares da população, atuando numa faixa concorrencial com a caderneta de poupança.

Por iniciativa da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados, que fiscaliza este Mercado, foi proposta às Empresas operadoras dos títulos de capitalização a formatação de "produtos-padrão", objetivando a simplificação e agilidade nos processos de aprovação das Notas Técnicas Atuariais e Condições Gerais.

Embora algumas cláusulas possam ser padronizadas sem interferir no processo natural de concorrência entre as empresas, entendemos ser muito difícil a homogeneização, dada as características da operação, visto que a própria dinâmica do Mercado exige constante criatividade, demandando diferenciações significativas.

Porém, é de se ressaltar que a referida proposta de padronização não estabelece a proibição de apresentação de produtos específicos pelas Empresas, que consideramos seja o que venha a ocorrer, particularmente quanto aos sorteios que pela sua própria característica exige especificidade para se manter atraente.

Finalizando, enfatizamos que o sucesso da Empresa de Capitalização está centrada no tripé:

  • Correta identificação do público alvo adaptado às características da operadora do título de capitalização
  • Desenho de plano criativo, onde os sorteios são o ponto central a ser explorado, particularmente quanto a seu aspecto lúdico
  • Adequada comercialização com identificação dos canais próprios e enquadramento da operação nas disponibilidades de carregamento para as vendas e administração.